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Testemunho de Chantal Robson (parte 1) Exame Direto pela Defesa


Testemunho de Chantal Robson

Traduzido por Daniel Azambuja, revisto por Daniela Ferreira

Os comentários em azul são da revisora. 

 

O TRIBUNAL DE JUSTIÇA: Chame sua próxima testemunha. 

SR. MESEREAU: A defesa vai chamar Lisbeth Barnes, Meritíssimo.

Posso pedir a segunda? Ela não está aqui, então chamaremos Chantal Robson, Meritíssimo.


O TRIBUNAL DE JUSTIÇA: Tudo bem. Quando chegar ao banco das testemunhas, por favor, permaneça em pé, olhe o meirinho e estenda sua mão direita.
 
CHANTAL ROBSON

Tendo jurado, testemunhou como se segue:
 

A TESTEMUNHA: Eu juro.

MEIRINHO: Por favor, permaneça sentada. Declare e soletre seu nome para registros.

 CHANTAL: Chantal Robson. C-h-a-n-t-a-l; sobrenome Robson, R-o-b-s-o-n.

MEIRINHO: obrigado. 

EXAME DIRETO PELO SR. MESEREAU
 

P: bom dia.

R: Bom dia.

P: Senhorita Robson, Joy é sua mãe, correto?

R: Sim, ela é.  

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P: E Wade é seu irmão, certo?

R: Sim.

P: E você conhece o cavalheiro sentado na mesa da defesa, à minha direita?

R: Sim, conheço.

P: E quem é ele?

R: Ele é meu amigo, Michael Jackson.

P: E há quanto tempo ele é seu amigo?

R: Desde meus dez anos.

P: E como você o conheceu?

R: O conheci em uma viagem para EUA. Nós fomos ao Record One Studios. Ele era amigo de meu irmão.

P: Ok.  E você manteve contato com Michael Jackson nos anos seguintes?

R: Sim, mantive.

P: E como você manteve contato com ele?

R: Apenas por telefone. Ele ligaria e diria alô pra minha família. Eu o via em certas ocasiões.

P: E você acha que ele é amigo da família?

R: Sim, eu acho.

P: Ok. Qual foi a ultima vez que você falou com Michael Jackson?

R: Quando foi a última vez que falei com Michael Jackson?

P: Sim.

R: Duas noites atrás.

P: Ok. E onde foi isso?

R: No rancho.
 
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P: Você estava visitando o rancho?

R: Sim.

P: Ok. Você estava com sua mãe?

R: Sim.

P: Você estava com seu irmão?

R: Sim.

P: Tudo bem. Agora, você se lembra da sua primeira visita em Neverland Ranch?

R: Sim, eu me lembro.

P: E quando foi isso, aproximadamente?

R: Foi em 1989. Eu tinha dez anos.

P: E você se lembra de quem estava com você?

R: Sim. Quando fomos lá a primeira vez, foi minha família toda. Meus avós, meu pai, minha mãe, Wade e eu.

P: Ok, e você se lembra de onde vocês ficaram em Neverland?

R: Eu fiquei no quarto de Michael.

P: Ok, e havia mais alguém la dentro com você?

R: Wade e Michael estavam.

P: E quantas noites você e Wade passaram no quarto de Michael naquela ocasião?

R: Duas noites.

P: Você se lembra de algo impróprio ter acontecido naquele quarto alguma vez?

R: De jeito nenhum.

P: Ok. E o que… o que você, Wade e Michael faziam durante as noites que ficavam no quarto dele?   

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R. Apenas conversamos. Assistimos a desenhos. Assistíamos a vídeos, jogávamos… sabe o que crianças normais fazem. Corríamos e nos divertíamos.

P: Vocês dormiram na cama dele?

R: Sim, dormimos.

P: Quantas vezes você acha que ficou no quarto de Michael?

R: Eu provavelmente fiquei lá várias vezes. Entrava e saia. E dormi lá quatro vezes.

P: Quando você dormiu no quarto de Michael, seu irmão Wade estava sempre junto lá?

R: Sim.

P: E em alguma dessas vezes, você viu alguma coisa imprópria acontecer?

R: Nenhuma.

P: Alguma vez viu o Sr. Jackson molestar seu irmão Wade?

R: Nenhuma.

P: Alguma vez viu o Sr. Jackson tocar seu irmão Wade de forma inapropriada?

R: Não.

P: Alguma vez viu o Sr. Jackson abusar de seu irmão Wade?

R: Não.

P: Você alguma vez desconfiou de qualquer toque que o Sr. Jackson tenha dado em Wade? 

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R: Nunca.

P: O Sr. Jackson alguma vez a abraçou?

R: Sim, abraçou.

P: Você o abraçou?

R: Sim, abracei.

P: Alguma vez desconfiou da forma que ele a abraçou?

R: Nenhuma vez.

P: O Sr. Jackson alguma vez a beijou?

R: Sim, beijou.

P: E você o beijou?

R: Sim, beijei.

P: Alguma vez desconfiou da forma que ele a beijou?

R: Não.

P: Já viu o Sr Jackson abraçar Wade?

R: Sim.

P: Já suspeitou da forma como o Sr Jackson abraçou Wade?

R: Não.

P: Alguma vez viu Wade abraçar o Sr. Jackson?

R: Sim, eu vi.

P: Alguma vez suspeitou da forma como Wade abraçou o Sr. Jackson?

R: Não.

P: Alguma vez viu o Sr. Jackson beijar Wade?

R: Sim, vi.  

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P: Já viu Wade beija-lo?

R: Sim.

P: Já suspeitou de algum desses beijos?

R: Não.

P: Nunca pensou que fossem de natureza sexual?

R: Não, eram apenas beijos amigáveis na bochecha.

P: Quantas vezes você acha que foi a Neverland?

R: Milhões. Eu estive... tantas, eu não lembro.

P: Ok.

R: Se... acho que uma média de quatro vezes ao ano.

P: E você esteve em Neverland quando o Sr. Jackson estava ausente?

R: Sim, eu estive.

P: Você esteve lá muitas vezes quando ele não estava?

R: Sim.

P: Na primeira vez que foram a Neverland, o que se lembra de sua família ter feito?

R: Nós passeamos, assistimos a filmes, corremos em carrinhos de golfe, brincamos no playground. Almoçamos, coisas assim...

P: No seu conhecimento, seus pais sabiam que você e Wade estavam dormindo no quarto de Michael?

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R: Sim, eles sabiam.

P: No seu conhecimento, seus avós sabiam que você e Wade estavam dormindo no quarto de Michael?

R: Sim, eles sabiam

P: Nenhum teve problemas com isso?

R: Não.

P: Como descreveria o quarto de Michael Jackson?
R: É bonito, tem dois andares, outro quarto no andar de cima. A cama dele é no andar debaixo. Há dois banheiros. … Desculpe, há um armário no lado direito e um chuveiro no esquerdo.

P: Quantas vezes você acha que esteve nesse quarto? Pode supor? Supor, não... perdão, pode calcular?

R: De cinco a dez vezes.

P: Durante essas vezes que você esteve em Neverland na ausência do Sr. Jackson, você alguma vez sentiu ser mantida afastada desse quarto?

R: Não.

P: Você esteve nesse quarto durante o dia?

R: Sim, estive.

P: Você esteve nesse quarto à noite?   

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R: Sim, estive.

P: E você esteve nesse quarto tarde da noite, certo?

R: Sim.

P: Alguma vez o senhor Jackson lhe aconselhou a não entrar nesse quarto?

R: Nunca.

P: Então, na primeira vez que você visitou Neverland, quando você e Wade ficaram no quarto do Sr. Jackson... onde seus pais ficaram, se você lembra?

R: Na unidade dos hóspedes.

P: E onde seus avós ficaram?

R: Também ficaram na unidade dos hóspedes.

P: Você se lembra de seus pais ficarem na casa principal antes de o Sr. Jackson ter os próprios filhos?

R: Acho que minha mãe ficou na casa principal em uma ocasião.

P: Ok, você tem certeza disso?

R: Não, eu não tenho.

P: Ok, você esteve em todas as salas da casa principal?

R: Sim, estive.

P: Ok, você esteve nelas muitas vezes?

R: Sim, estive.

P: Você se lembra de uma Jacuzzi em Neverland?

R: Sim.

P: Alguma vez esteve na Jacuzzi?

R: Sim, estive.  

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P: Alguma vez esteve dentro dela com Michael Jackson e seu irmão?

R: Sim.

P: Você viu algo impróprio acontecer quando estava na Jacuzzi?
R: De forma alguma.

P: Você lembra o que o Sr. Jackson vestia quando vocês estavam na Jacuzzi com ele?

R: Calções.

P: Você viajou com o Sr. Jackson?

R: Não, eu não viajei.

P: No seu conhecimento, sua família viajou com ele?

R: Sim.

P: O que sabe disso?

R: Eu sei que meu irmão e minha mãe foram para Las Vegas. Eu fiquei. Eu fui pra Los Angeles com ele em minha primeira viagem. Eu fui para Los Angeles, só eu e minha mãe. Desculpe, eu e meu irmão.

P: Qual sua ocupação?

R: Eu sou dançarina.

P: você tem consciência dos esforços do Sr. Jackson para ajudar sua família a se mudar para os EUA?

R: Sim, ele nos ajudou, como qualquer amigo.

P: O que você se lembra de ele fazer? 

  9314 

R: Ele basicamente só nos ajudou com a imigração. Ajudou-nos, sabe, nos conseguiu advogados para nos auxiliarem na mudança.

P: Você alguma vez sentiu que ele fazia isso por que queria algo em troca?

R: Não, nunca.

P: Ele alguma vez a ajudou em sua carreira?

R: Não.

 

SR. MESEREAU: SEM MAIS PERGUNTAS.



 

 
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Testemunho de Chan tal Robson (parte 3) - Redirecionado Exame Direto pela Defesa

REDIRECIONADO EXAME DIRETO  PELO SR. MESEREAU:


P: Srta. Robson, se você achasse que seu irmão tivesse sido molestado por Michael Jackson, você teria ido a um advogado para pedir dinheiro?

SR. AUCHINCLOSS: Objecão. Requer especulação; argumento.

O TRIBUNAL DE JUSTIÇA: Mantida.


Mais uma vez o juiz Melville decide de forma injusta. O promotor fez pergunta tentando convencer a testemunha de que vítimas de abuso se comportam de determinada forma (escondendo o abuso) e Mesereau, agora, tenta mostrar que uma vítima, e os pais, não iriam busca dinheiro em compensação ao abuso, que é o que os Chandlers e os Arvizos fizeram. Como Melville permitiu as perguntas do promotor, seria muito justo que ele permitisse a do advogado para contrapô-las. Mas Melville era evidentemente a favor da promotoria e a beneficiava.

SR. MESEREAU: P promotor lhe perguntou se você acreditava ou não que seu irmão Wade sentia que a amizade dele com Michael Jackson era importante. Você se lembra dessa pergunta?

R: Sim, eu lembro.

P: E você disse que pensava, certo?

R: Sim.

P: Por que você acha?

R: Por que eu penso que todos que tem uma amizade com alguém pensam que o relacionamento é importante, senão não seria amigos dessa pessoa.

P: E é sua crença de que seu irmão tinha uma boa amizade com Michael Jackson?

SR. AUCHINCLOSS: Objeção; indução.

O TRIBUNAL DE JUSTIÇA: Negada.

A TESTEMUNHA: Sim.

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SR. MESEREAU: Você alguma vez viu problema nisso?
R: Não.

P: O promotor lhe perguntou sobre a ligação especial entre Wade e Michael Jackson. Lembra-se da pergunta?

R: Sim.

P: E você achava que ele tinha uma ligação especial com Michael Jackson?

R: Acho que sim, como qualquer outro amigo.

P: Você acha que você tem uma ligação especial com Michael Jackson?

R: Eu acho.

P: Por quê?

R: Por que ele é meu amigo e eu o amo.

P: Você acha que o Sr. Jackson tem uma ligação especial com sua mãe?

R: Sim, eu acho.

P: Por que você acha isso?

R: Pela mesma razão. Somos amigos e estávamos lá uns pelos outros.

P: Então o promotor lhe perguntou se você estava ou não confortável com o fato que crianças dormiam no quarto de Michael Jackson. Lembra?

R: Sim.

P: Você está confortável com isso?

R: Sim.

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P: Por quê?

R: Por que eu confio em Michael Jackson.

P: Por quê?

R: Por que é um sentimento que eu tenho. Ele é um amigo, e ele nunca, nunca me fez sentir que não pudesse confiar nele.

P: Então o promotor lhe perguntou sobre as palavras “Apple Head” and “Doo-doo Head”, certo?

R: Sim.

P: Você já ouviu essas palavras antes?

R: Sim, eu ouvi.

P: Vamos começar com“Apple Head”. Onde você ouviu essa expressão?

R: Michael chamava a mim e meu irmão de “apple head”.

P: Onde você ouviu “doo-doo head” ?

R: Michael chamava a mim e meu irmão de “doo-doo head”’.

P: Quando Michael Jackson lhe chamou de “apple head”, você alguma vez suspeitou que algum crime estava ocorrendo?

R: Não.

P: Quando Michael Jackson lhe chamou de “doo-doo head”, você alguma vez suspeitou que havia alguma razão sexual para isso?

R: Não.

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P: Quando Michael Jackson chamou seu irmão de “Apple Head”, você alguma vez suspeitou que algum tipo de abuso estivesse ocorrendo?

R: Não.

SR. AUCHINCLOSS: Objeção; indução.

SR. MESEREAU: Eu acho que ele começou isso, Meritíssimo.

SR. AUCHINCLOSS: Mesma objeção.

O TRIBUNAL DE JUSTIÇA: A resposta foi “não”. Próxima pergunta.

SR. MESEREAU: Quando o Sr. Jackson chamou seu irmão de “doo-doo head”, você alguma vez suspeito que algo nefasto estivesse acontecendo?

R: Não.

Isso é absolutamente ridículo, mas sim, foi a promotoria quem começou isso. Que relevância tem o fato de que Michael dava apelidos às crianças? As crianças também o davam apelidos. E são apelidos bobos, sem nenhuma conotação maliciosa. A forma como a promotoria aborda isso, faz parecer que era um tipo de código, o que simplesmente ridículo.

P: O promotor lhe fez perguntas sobre vitimas de abuso, correto? Você acha que seu irmão foi vitima de abuso infantil?

R: Eu não acho.

P: Por que não?

R: Por que ele teria me dito.

P: Ele alguma vez lhe disse se foi tocado de forma suspeita?

R: Não, ele não disse.

P: Seu irmão alguma vez lhe disse que foi molestado?

R: Não.

P: Na verdade, seu irmão alguma vez lhe disse “eu nunca fui abusado por Michael Jackson”?

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SR. AUCHINCLOSS: Objeção;boato.

O TRIBUNAL DE JUSTIÇA: Mantido.

SR. MESEREAU: Não é verdade que por nem um momento você pensou que seu irmão tenha sido molestado por Michael Jackson?

R: Verdade.

P: Você não pensou por nem um Segundo que o Sr. Jackson tenha alguma vez molestado seu irmão, pensou?

R: É verdade.

P: Você não pensou nem por um segundo que o Sr. Jackson tenha alguma vez tocado seu irmão de forma sexual, certo?

SR. AUCHINCLOSS: Objeção; indução.

O TRIBUNAL DE JUSTIÇA: Negada. Responda.

A TESTEMUNHA: Eu não pensei por nem um segundo.

SR. MESEREAU: por que não?

R: Por que …

SR. AUCHINCLOSS: Objeção, perguntou e respondeu.

O TRIBUNAL DE JUSTIÇA: Mantido.


O quê?! Como perguntou e respondeu se ele perguntou“por quê?”. Ora Mesereau pediu uma explicação, ele não respondeu por Chantal. Mais uma evidentemente injusta decisão do juiz. Parece que Melville temia deixar que a testemunha afirmasse não haver motivo algum para pensar que Michael jamais molestou o irmão dela.

SR. MESEREAU: O promotor Auchincloss lhe perguntou sobre sentimentos de culpa na família por permitirem que o abuso ocorresse. Você se sente culpada por alguma coisa envolvendo sua relação com Michael Jackson?

R: Eu não.

P: Por que não?

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R: Eu não tenho motivos para me sentir culpada. É uma amizade normal.

P: No seu conhecimento, seu irmão sente alguma culpa sobre algo envolvendo sua amizade com Michael Jackson?

SR. AUCHINCLOSS: Objeção, especulação, boato.

O TRIBUNAL DE JUSTIÇA: Mantido.

Mais uma decisão injusta. É revoltante. O promotor perguntou sobre exatamente isso à testemunha e lhe foi permitido prosseguir. Então é boato perguntar se ela tem motivos para se sentir culpada, ou Wade não ter motivos para se sentir culpado, mas não era boato especular que eles se sentiam sim, culpados, e que isso era a razão para negar qualquer abuso?


MR. MESEREAU: Você discutiu com seu irmão sobre as alegações do promotor de que Michael Jackson o tocou de forma inapropriada?

R: Sim.

P: Você teve muitas conversas com ele?

R: Duas.

P: Seu irmão está praticamente chateado com essas alegações, não está?

SR. AUCHINCLOSS: Objeção. Boato, indução.

O TRIBUNAL DE JUSTIÇA: Negado.

A TESTEMUNHA: Sim, ele está.

SR. MESEREAU: Por quê?

R: Por que não são verdadeiras.

SR. AUCHINCLOSS: objeção; boato.

O TRIBUNAL DE JUSTIÇA: Mantido.

SR. MESEREAU: Você está chateada com essas alegações ?

R: Sim, eu estou.

P: Por quê?

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R: Por que elas não são verdadeiras e um amigo meu está sendo acusado de algo que não é verdade.

P: Você alguma vez se sentiu culpada por ser amiga de Michael Jackson?

R: Não eu não me senti.

SR. AUCHINCLOSS: Objeção; perguntou e respondeu.

O TRIBUNAL DE JUSTIÇA: A resposta é não. Próxima pergunta.

P. PELO SR. MESEREAU: Você se sentiu culpada por alguma vez ter estado no quarto de Michael Jackson?

R: Eu não.

P: Você já sentiu culpa por alguma vez ter visitado o quarto de Michael?

R: Eu não.

SR. AUCHINCLOSS: objeção. Indução.

O TRIBUNAL DE JUSTIÇA: Negada. A pergunta foi feita.

SR. MESEREAU: Você ja teve a impressão de que Michael Jackson tinha falado com você com a intenção de levá-la para o quarto dele?

R: Nunca.

P. Você já teve a impressão de Michael Jackson falou com seu irmão com a intenção de levá-lo para o quarto dele?

R: Nunca.

SR. AUCHINCLOSS: Objeção. Indução.

O TRIBUNAL DE JUSTIÇA: Negado.

SR. MESEREAU: Sem mais perguntas.

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